30 agosto, 2010

How many time traveler's wives are there?



Ler A Mulher do Viajante no Tempo foi um parto pra mim. Não que a autora Audrey Niffenegger não saiba escrever, muito pelo contrário. A história é sim muito envolvente e o modo como a narrativa foi disposta, totalmente diferente do que já li. Nenhum Morro dos Ventos Uivantes, mas bastante diferente por alternar a visão dos personagens o tempo todo.


Bom, a história gira em torno do casal Henry DeTamble e Clare Abshire. Não dá pra saber se eles se conhecem porque ele volta no tempo, ou porque é o destino - assunto recorrente em toda a narrativa de Niffenegger -, mas a história do casal é tão dinâmica e cheia de altos e baixos que tudo parece correr demais, esse que, aliás, é o único hobby que Henry mantém. Uma vida inteira é narrada e as idas e vindas de Henry fazem tudo parecer bem mais difícil.

Diferentemente da adaptação feita para o cinema, o livro carrega tanto nas cenas íntimas do casal, quanto nas cenas de violência a que Henry é submetido. Tudo isso colabora imensamente para a sensação de apreensão que embebe todo o romance - se é que se pode chamá-lo assim. Principalmente, quando a narrativa entra no que chamamos de "tempo real", quando os personagens têm idades mais próximas, e as viagens de Henry passam a ser a tristeza da esposa Clare, e não mais sua alegria infantil.


O ambiente construído por Audrey poderia ser mágico, mas dada a forma realista com que a autora escolheu escrever, toda a magia do tema se transforma em angústia para o leitor. As ações de Clare nem sempre são justificáveis. Os problemas de Henry nem sempre são toleráveis. A atmosfera pesa. A leitura capenga. Mas, o final chega. Triste, como no filme. Mas, não tão hollywoodiano quanto a adaptação.

Quem não gosta dessa aflição, é melhor que fique somente no filme. Como em O Menino do Pijama Listrado, Te Amarei para Sempre (nome podre! do filme em português) não é a melhor adaptação feita, mas é uma das poucas que (pelo menos, ao meu ver e estou pronta para ser apedrejada) superou a obra - pelo menos, em parte. O filme compensa pela fotografia, pela trilha sonora, pelo elenco, pelo roteiro. O livro deixa a desejar (ou, na pior das hipóteses, excede os limites da própria narrativa).

Esse aqui é o trailer do filme, no YouTube.
Esse aqui é o meu histórico de leitura do livro, no Skoob.
Essa aqui é a música trilha do filme - Broken, do Lifehouse (banda muito boa que eu amo, btw).

-beijosmuitocríticos;*

8 comentários:

Carlinha disse...

Eu gostei muito da história do filme... a ideia é bem legal!

João disse...

Eu ia ver o filme mas acho que vou continuar com a minha neurose de ler sempre o livro primeiro.

(Ah, e boa sorte no Blogbooks, tenho votado em você por lá)

pequena disse...

Amiga vc é muito fofa, obrigada pelas palavras de carinho lá no blog rss

depois mais a noite venho com calma ler esse seu post pq eu to louca pra ler esse livro e quero mesmo saber mais sobre ele rsss

agora to aqui na agonia pra deixar as matérias de segunda feira com antcedência pra poder viajar tranquila amanhã rsss

tony disse...

ultimamente tou na gana de ler, então é provavel que eu busque o livro antes do filme. As 2 sugestões ficaram guardadas. E lembrei de lifehouse por uma musica de Smallville, que me mandaram uma vez.

inté!

Karol disse...

eu tbm adoro um preto, e no que depender de mim vermelho nao vai ser nem o novo roxo...quanto menos o novo preto...rsss
bjooos

Priscila disse...

Nunca assistir o filme e nunca li o livro, mas já tinha ouvido falar do filme, nem sabia que tinha livro NASOASNASOANSUAOSN
Sério?! Nossa, é muitooooo raro alguém dizer que algum livro superou o filme O.o

Lorena Dana disse...

Está na minha lista de leitura. Mas pelos seus comentários confesso que fiquei com um pé atrás.

Lorena Oliveira disse...

to doida pra ler mas eu nunca encontro ele na saraiva. mas eu adoro o filme.
saudade, juzinha.
(LLL)

Postar um comentário

 
;