30 junho, 2010 6 comentários

Soundtracks


No dia em que fiz o teste pra aula de técnica vocal, o professor me disse, após me ouvir cantar, que tenho um perfil musical, a la Cantando na Chuva e cia.

Daí, fiquei pensando no porquê disso e cheguei à conclusão de que, certamente, eu devo ter aprendido a cantar com as animações musicais da Disney.

Daí, fiquei pensando que eu, realmente, amo muito animação e, principalmente, quando tem músicas e tudo o mais.

Daí, resolvi fazer uma lista das músicas mais legais de longas-animados que mais amo de todo o coração. Só que eu não encontrei as mais legais então, escolhi 6 que não são as mais, mas que são também bem legais. Escolhi essas 6 e na versão brasileira porque, né, eu não fui uma criança prodígio e não assistia filme com áudio original.

Lá vai:

1. You've got a friend in me - Toy Story





2. He's a tramp - Lady and the Tramp





3. Colors of wind - Pocahontas





4. When you believe - The Prince of Egypt





5. What's this? - The Nightmare Before Christmas





6. Honor to us all - Mulan





-beijosmusicados:*
25 junho, 2010 9 comentários

Intimidade



Triângulo amoroso nunca dá certo, a não ser no cinema (e olhe lá).

Um sempre acaba magoado. Mesmo que seja toda uma vibe Vicky Cristina Barcelona. Não dá. É muito difícil administrar e as pessoas tendem a ser possessivas demais, sempre. O pior é quando há a troca, de fato.

Conheci um casal que viveu uma situação assim.

A prima dela era apaixonada por ele, antes de ela sequer conhecê-lo. Bom, dizem que no coração não se manda, e então, um dia eles apareceram namorando. O fato foi motivo de rompimento e desavenças na família das duas. A prima, pobre vítima da conspiração dos dois, comeu o prato da vingança frio, espalhando boatos sobre a índole da ex-querida-amiga.

O pior de tudo é que o namoro, motivo de rixa na família das duas, acabou logo. Não passando dos 5 meses, se não me engano. Pelo que vi, li e ouvi da história, ela o deixou por causa de outro cara. Um desfecho meio-lógico (pra  não dizer óbvio) para um história assim. Não há muito o que se esperar de uma pessoa que rompe um relacionamento de anos de intimidade e companheirismo por um desconhecido.

Comecei a pensar nisso tudo quando acompanhei uma cena no ônibus (pra variar, claro) quando voltava pra casa da aula de música.

Eram três colegas-amigos-sei-lá.
Duas garotas e um garoto.
Vinham da escola, provavelmente.
O assunto, como constatei, eram os últimos dias de aula que se aproximavam e as provas finais que já aconteciam.

A segunda garota era a que falava mais e a que, aparentemente, era o elo entre eles. Os outros dois pareciam apenas acompanhar a conversa e até meio-que incomodados com a presença um do outro. A situação permaneceu igual até o momento em que a segunda garota despediu-se dos dois e desceu do ônibus.

No mesmo momento peguei-me imaginando o que seria daqueles dois agora que a falante fora embora e os deixara pouco a vontade. Até cheguei a captar olhares desconcertados dos dois.

Mas, assim que o ônibus começou a se movimentar, e a lembrança da segunda garota ficou para trás junto à sua parada, os dois entregaram-se a um abraço tão íntimo e longo que logo me senti constrangida só por acompanhar a cena sem consentimento.

O abraço durou alguns minutos.
Talvez, para eles, rápidos demais.
Para mim, que observava, foram duradouros.

Fiquei imaginando se a segunda garota saberia dessa intimidade tão rendida entre os dois. Não que, necessariamente, os três formem um triângulo amoroso. Mas, sabe-se lá o que se passa na cabeça de três adolescentes que falam mais palavrões em uma frase do que palavras que façam sentido (não que palavrões não façam sentido. só não os aprecio tanto quanto adolescentes de 14 anos). Quando o abraço, enfim, terminou, os dois voltaram à distância normal entre dois amigos e aos mesmos assuntos de antes. Pelo menos, no que pude ouvir da conversa entre eles.

Parece até coisa de bisbilhoteiro-fofoqueiro, eu sei. Mas, dentro de um ônibus são tantas as coisas que se vê e ouve, mesmo sem querer, que é quase impossível não se tornar um observador, mesmo que oculto.

Desci no terminal, assim como os dois.
Eles foram para um lado.
Eu para o outro.

E a única coisa que sobrou de tudo foi esse texto; que compus na caminhada de volta pra casa.

-beijostriangulares;*
21 junho, 2010 4 comentários

Entre elas




helena diz:
e a copa, assistindo todos os jogos?
raquel diz:
claaaaro! x)
helena diz:
igual eeeeu. :) hahaha. me divirto muito. viu que podre a Espanha perder?
raquel diz:
ai, vi. não entendo essas zebras.
helena diz:
nem eu. não acertei um resultado até agora por causa desses jogos estranhos. ._.
raquel diz:
ai, nem me fale.
helena diz:
mas, tem outra coisa... os jogadores. MelDels. :O
raquel diz:
verdade! tem cada coisa nessa copa.
helena diz:
poisé. desse jeito fica até difícil torcer pro Brasil. só salva o Kaká e o Júlio César e olhe lá.
raquel diz:
aquele Canavarro.
helena diz:
OS italianos... uahuahuha.
raquel diz:
shuahsuhauhsua.
helena diz:
mas, sabe o que mais me chocou? o goleiro do paraguai. :O você reparou nele?
raquel diz:
nem vi. vi um juiz MUITO do bonito, mas nem lembro que jogo ele apitou.
helena diz:
hum... não reparei em juiz. mas, fiquei chocada. paraguaio bonito?!

-beijosegoleadas;*
08 junho, 2010 12 comentários

Diálogos #2 #3



- Poderíamos, então, ser amigos. Que acha?
- Uma boa idéia, em certa medida. Mas, acho que a amizade entre nós não funcionaria como você espera.
- Poderíamos, então, ser amantes. Que tal?
- Razoável. Desde que não mantivéssemos mais relacionamento nenhum.
- Poderíamos, então, ser irmãos. O que diz?
- Se nosso sangue não pulsasse com tanta intensidade a cada vez que nos encontramos, seria uma boa saída.

--

- Você nunca se cansa?
- Você sabe que não. Por quê? Isso a frustra de alguma forma?
- Sim. Eu me canso o tempo todo, você sabe. Isso não o incomoda?
- E deveria? Se ambos fôssemos incansáveis conversas como essa seriam infinitas.

-beijosfictícios;*
03 junho, 2010 9 comentários

Coisa



A tal da coisa é uma coisa engraçada.

Você pode fazer tudo com coisa.

Coisa pode ser verbo, pode ser substantivo, pode ser adjetivo.
Coisa pode ser objeto, pode ser gente, pode ser bicho.
Coisa pode ser tudo. Tudo pode ser coisa.

Quando coisa começa a fazer parte do seu vocabulário, aí então vira uma coisa daquelas bem coisadas. Porque coisa pega, e quando gruda de vez é difícil de arrancar. No começo é uma coisinha de nada, mas com o passar do tempo vai se transformando em uma coisona. Quando você percebe, a coisa já coisou tudo e nenhuma outra coisa pode coisar mais.

Dizem que coisa é coisa de goiano. Não sei ao certo. Só sei que eu aprendi a tal da coisa bem pequena e desde então a coisa faz parte de mim.

Coisar independe de sexo, religião, orientação política ou time de futebol. Todo mundo pode coisar e usar coisa pra o que der na telha. Coisa não provoca brigas e não causa acidentes. A não ser que seus usuários sejam uns coisados que não sabem coisar a coisa.

Coisa é uma coisa prática. Combina com qualquer coisa. Dá pra fazer muitas coisas com coisa. Além disso, coisa pode ser usado em todos os gêneros. Um garoto pode tanto ser uma coisa, quanto um coisa. E, geralmente, não é bom quando ele é um coisa.

Coisa pode ser elogio, pode ser crítica, pode ser palavrão.
Até porque, coisa serve pra tudo. Tudo serve pra coisa.

Coisar é quase uma arte, mas não chega a tanta coisa assim. Coisar é fácil e é coisando que se aprende a coisa. Quanto mais coisa, mais coisada fica a coisa. E eu só decidi coisar essa coisa com vocês, porque acho mesmo que é coisando coisas coisadas que a gente coisa cada dia melhor.

E se você não está entendendo patavinas do que eu estou falando aqui, é porque, definitivamente, ainda precisa aprender mais sobre a coisa.

-coisascoisinhas;*
 
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