29 março, 2010 5 comentários

Das falhas de comunicação



Informação é um bem precioso, principalmente quando consegue ser repassada sem falhas, os já conhecidos *ou nem tanto* ruídos comunicacionais. O duro é quando a mensagem não é passada adiante ou atendida.

Um erro clássico de comunicação que se pode observar na rotina dos dias é a fraca comunicação estabelecida dentro dos ônibus. Em geral, porque as pessoas não têm lá muita paciência para responder a outras desconhecidas que insistem em conversar demais com qualquer um que ande sobre dois pés *é claro que tem gente que conversa com animais, mas isso não vem ao caso agora*. Nesses casos, alguns mais espertinhos sempre tem o amygho ipod às mãos e um livro.

Enfim, tem dias que você acorda prestativo e atencioso. Com aquela vontade real de oferecer seu lugar no ônibus para o primeiro velhinho que aparece dentro do transporte. E eis que surge a grande oportunidade de colocar todo o seu espírito de escoteiro para fora quando um passageiro está perdido e pergunta às pessoas à volta como chegar em algum lugar.

Como conhecedor da região onde mora e bom informante, você logo começa a se remexer na cadeira para que o "perdido" pergunte à você. Mas, o momento nunca chega e cada vez mais você fica incomodado por pensar que aquela pessoa que precisa de informação nunca irá consegui-la e, provavelmente, vai ter que andar o dobro para chegar ao destino desejado.

É claro que você não sabe de fato onde a pessoa quer ir, já que a pergunta não foi direcionada à você. E com os ruídos do trânsito e das conversas alheias à sua volta, nem que quisesse você poderia ter ouvido o que se passa, de fato. De repente surge a oportunidade. E você feliz se disponibiliza a ajudar, pra sua total insatisfação posterior.

Como é hábito dos passageiros do transporte coletivo, as conversas sempre começam pelo meio e não tem um final determinado. Aquilo que deveria ser uma pergunta, se torna apenas uma sentença solta no ar. E, para sua total frustração, você não é capaz de responder. Não porque não saiba a resposta, mas porque o interlocutor não soube formular a questão.

"- [...] na rua xxx, atrás da farmácia [...].
- huumm... é algum estabelecimento comercial?
- [...] na rua xxx, quadra yy [...].
- huumm... não sei onde fica. sinto muito. mas, tem uma farmácia naquela direção.
- [...] é... na rua xxx, atrás da farmácia [...]"

O resultado é sempre o mesmo: ambas as partes saem frustradas. Você porque não conseguiu ser legal nem no dia em que esperava por isso. E o "perdido" porque, provavelmente, vai ter que andar o dobro para chegar no lugar certo.

-beijosejaclaroquandofizerperguntas;*
25 março, 2010 7 comentários

Redundância sincera



Existem algumas pessoas que utilizam muito a redundância, ora para dar mais ênfase às coisas que diz, ora só para ser irritante, mesmo. Mas, nem sempre a repetição é apenas um sinal de que a pessoa deseja que as outras pessoas compreendam o que ela diz, em último e péssimo caso, talvez ela apenas não saiba articular suas frases e ser tão comunicativa quanto, normalmente, parece.

Isso pode ser notado, principalmente, em discursos de aniversário. Geralmente, sempre tem um que é bem articulado e consegue dizer tudo o que pensa/sente. Acaba arrancando alguns suspiros e/ou sorrisos dos mais emotivos e fazendo vibrar a platéia pouco comunicativa. Até aí tudo bem, já que os demais não precisam, necessariamente, falar mais nada após a dissertação do colega.

O duro é quando o tabuleiro muda de lado, e o super-comunicativo é que vira o aniversariante. Todos param após cantar o tradicional parabéns - que pode ser inovado com alguns gritinhos e assovios descompassados *ficadica* - e a única coisa que todos querem é cortar logo o bendito bolo e encher a boca com o glassê da sobremesa. Todos começam a desarmar a roda, mas sem o consentimento do aniversariante não é nada fácil dar prosseguimento à festa.

Então, para desespero dos amigos pouco comunicativos e nada articulados, discursos começam a ser exigidos. Os mais próximos sempre têm que falar alguma coisa, claro. Ou não haveria razão para ser chamados de amigos íntimos. E é então que entra a redundância; amiga daqueles que não conseguem organizar seus próprios pensamentos num discurso lógico e bem falado.

A sensação de alívio só volta quando os outros compadecidos pela cena trágica de péssima desenvoltura resolvem bater palmas e acabar com a situação totalmente constrangedora. Isso quando não vem os deliciosos comentários como: "pelo menos você tentou" ou "foi ótimo! (Y)" acompanhados daqueles sorrisos super-sinceros de "tudo bem!".

Mas, graças a amizade, no final fica tudo bem. Nada que um farto pedaço de bolo, assovios e um abraço não resolvam com facilidade.

-beijocomvelinhaseglassê;*

p.s.: Isso tudo porque eu sou muito comunicativa e sei articular bem minhas idéias, claro. - -'
22 março, 2010 6 comentários

Sobre elogios


Assim como poucas são as críticas que me fazem refletir e, em geral, me tiram do sério, também poucos são os elogios que têm a capacidade real de me surpreender. Como crítica é algo negativo, deixemos esse assunto para um dia em que eu, de fato, esteja grilada. Hoje, quero me ater às coisas boas que as pessoas me dizem ao meu próprio respeito.

Mas, o que quero destacar aqui não são aqueles elogios de sempre que todas as pessoas fazem questão de fazer só pra se tornarem mais agradáveis. Tá, nem todas *afinal, tem gente que a-d-o-r-a ser desagradável, né*. Aqueles elogios que você sempre ouve, seja da vovó ou do carinha que não cansa de correr atrás de você, ou ainda da amiga que faz de tudo pra te animar *meninos, sintam-se livres para mudar o gênero das palavras, ok*.

Não que estes não sejam válidos, claro que são. Afinal, quando você se veste pra matar *ui*, você quer sim ser elogiada e pelo máximo número de pessoas possível. O problema, nestes casos, é quando o elogio, o fiu-fiu ou o uau! não chegam nunca. Aí, querida(o), pode ter certeza que tem algo de muito podre, seja a roupa ou outras coisitas que, definitivamente, não vou ficar citando aqui - cabe a cada um fazer uma avaliação de si, né.

Continuando! *percebe-se que eu ainda continuo me perdendo nos temas, né* [...]

O fato é que alguns elogios, definitivamente, me pegam de surpresa. Talvez por sua singularidade e perspicácia, pelo fato de cada um deles carregarem em si definições tão perfeitas de mim, pelo fato de alguém ter percebido isso *éh! definitivamente, é isso*.

Os que mais me encantaram nos últimos tempos e ainda causam certo deslumbre são os seguintes: falsa-desprotegida; negociadora terrível; mano; senhorita malvada; pessoa que me identifico; pessoa interessante; mulher maravilhosa; artista; e alguns outros que ficam subentendidos dentro de frases que as pessoas me dizem.

O fato é que elogios são coisa de momento e, principalmente, de contexto. É óbvio que uma parte desses elogios que relacionei aqui não fazem o mínimo sentido ou parecem ser irrelevantes. Mas, é exatamente o que eu disse: contexto. A maioria das coisas agradáveis que se ouve, fora de contexto, não fazem sentido algum. Porém, se ditas da maneira certa e pela pessoa correta, assumem significado singular e totalmente especial.

-beijocomenta;*
07 março, 2010 8 comentários

About music


Essa semana ouvi algo bem legal. O professor do núcleo livre de música que estou cursando na faculdade disse que, por ser músico, não discrimina nenhum tipo de música, ritmo, melodia, letra, etc. É claro que ele tem gosto, mas isso não significa que só porque um gênero não é o seu preferido que ele vá depreciar ou qualquer coisa do tipo.

Tudo isso foi muito de encontro ao que eu penso, porque apesar de apreciar mais alguns gêneros e/ou artistas do que outros, sou extremamente eclética e, não necessariamente, ouço só um tipo ou cantor/banda. Vou deixar alguma sugestões de músicas maravilhosas aqui. Uma de cada gênero, para aprendermos que dá para gostar de várias coisas ao mesmo tempo e ainda assim ter personalidade.

Como eu sou muito musical *hahahaha. quem vê, pensa*, resolvi fazer uma listinha legal de sugestões. Reduzi a lista para 10 canções que amo muito, mas essa lista contém mais de 50 músicas, na verdade, já que cada uma conta uma coisa e é especial de uma forma.

Essa aqui sou eu:

1. Summertime - Gershwin
2. We've only just begun - Carpenters
3. História de uma gata - Vanessa da Mata


4. Living is simple - Switchfoot (abaixe o som!)
5. Que amor é esse? - Bené Gomes
6. Hold on - KT Tunstall
7. Tempo de Deus - Kléber Lucas


8. Between you and me - DC Tak
9. Ainda que a figueira - Fernandinho
10. Cruisin - Huey Lewis & Gwyneth Paltrow


E você quem é?

-beijocantepramim;*
 
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