24 setembro, 2009 34 comentários

Relação Clássico X Moderno


Quem disse que dois filmes em nada parecidos, no final das contas não podem tornar-se idênticos?

Após assistir a produção nacional Proibido Proibir (2007) e o "clássico" Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955) o sentimento que permanece é o mesmo: desamparo. É até interessante, já que ambos os filmes tratam, de maneiras completamente distintas, do mesmo assunto.


Proibido Proibir narra, a priori, a confusa história de 3 jovens: Paulo (Caio Blat), um jovem e perturbado estudante de medicina, que faz jus a imagem de alguns universitários - bebe muito, se droga mais ainda e pega geral; Leôn (Alexandre Rodrigues), estudante de sociologia - idealista, por natureza, e politizado, mas que não deixa de curtir a vida, também; e Letícia (Maria Flor), estudante de arquitetura e, inicialmente, namorada de Leôn - pra mim, nada mais a define, senão o conceito de romântica.

Ao longo do filme, a história de cada um e do conjunto vai tomando maiores proporções. A confusão do enredo se instaura a partir daí, já que não há um personagem principal, em si. Entretanto, a linha narrativa que, às vezes, deixa o espectador perdido, não foge muito a conhacida estrutura clássica - a mesma presente nos queridos filmes hollywoodianos. Ao que parece, a tentativa das produções brasileiras de distanciar-se da linguagem daquela linha narrativa, mais uma vez frustou-se.


Acho interessante retomar aqui, devido ao teor melodramático do filme, o que Ismail Xavier disse em sua entrevista à Folha Online (e que tive acesso por meio do blog do Lisandro Nogueira), o "cinema brasileiro tem hoje uma afinidade com aquilo que é o ideário das ONGs, é um cinema-ONG". A colocação do professor e crítico de cinema em muito se adequa ao que Proibido Proibir retrata através dos seus 100 minutos de duração.

Mais uma vez, a realidade da favela sofre uma tentativa de destrinchamento. Mais uma vez, não surpreendentemente, a abordagem utilizada é violenta e hostil, além do suficiente. Mais uma vez, a solução não é apontada. Não é a toa que no final do filme, o espectador sente-se desamparado; suas dúvidas são estimuladas demais e não respondidas sequer ao nível do longa, que apela durante toda a narrativa às emoções do público.


Fora da discussão temática, entretanto, encontramos uma estrutura diferente, tomadas de câmera diferenciadas das tradiocionais - apesar de estas também estarem presentes ao longo da narrativa - e uma trilha sonora saborosa, que estimula a percepção do espectador na medida certa, provocando momentos de hedonismo puro e/ou momentos de tensão extrema.

A fotografia, como a meu ver, na maioria dos filmes brasileiros que já assisti, deixa um pouco a desejar, já que a luz é limitada e a câmera, nenhum pouco fixa, atrapalha boa parte das tomadas panorâmicas que seriam mais belas, caso o recurso não fosse tão recorrente. Mas, quero deixar bem claro, que não sou uma fiel das telonas quando o assunto é produção nacional e não me orgulho disso.

No extremo oposto de Proibido Proibir, com relação à técnica, está Juventude Transviada. O filme é estrelado (e aqui, faço questão de usar esse termo, já que o ator é um dos refereciais do cinema da década de 50) por James Dean, o galã que fez a cabeça de muitas moças na década de 50, incluindo minha avó. Aqui, da mesma maneira, o longa narra a história de 3 jovens, contudo, o foco da trama está em Jim Stark, um jovem rebelde que está mais para carente e problemático do que outra coisa.


É difícil se desvincular da trama e partir para uma discussão quando se trata de filmes que não se propõe ao debate. Com isso, o melhor a se fazer é fugir do desmembramento da trama e partir para os aspectos que Bordwell (só achei um artigo decente sobre ele em inglês) propõe. Sim! Juventude Transviada atende a quase todos os requisitos de um bom clássico: personagens bem definidos e como agente da ação, relação espaço-tempo definida, duas linhas de enredo, formato das cenas, etc. A estrutura presente ali é inegável.

Contudo, algumas questões fogem ao padrão tradicional de concepção dos filmes americanos, como tomadas de camêra diferentes e contraposições que insinuam mais do que o próprio Griffith seria capaz de utilizar em seus filmes. Neste longa, as concepções morais vigentes da época fogem ao modelo proposto pela sociedade, tanto é que, o jovem Jim em todo o momento confronta o próprio pai e, não tão distante, na casa ao lado, a bela e moderninha Judy (Natalie Wood) sofre com os pais que, pare ela, são demodès.


Os longos 110 minutos de duração do filme, que não ultrapassam 2 noites e 1 dia do tempo ficcional, propõem-se a questionar a autoridade paterna perdida em uma "juventude transviada", cujo maior exemplo é o pai de Jim, Frank Stark (Jim Backus).

A história, como todo bom clássico, é envolvente e interessante. Mas, tendo em vista a sociedade hiperestimulada em que vivemos (vide Ben Singer in Modernidade, hiperestímulo e o início do sensacionalismo popular), o filme não corresponde muito ao que esperamos: muitos e rápidos cortes, um aglomerado de cenas intimamente conectadas e muitos recursos de redundância que tornam o espectador mais ciente do desenrolar da trama.

Aqui, diferentemente de Proibido Proibir, a fotografia está mais bela, talvez devido a apreciação da estética que era mais valorizada na época, o que também inclui uma maquiagem muito bem feita e cenas belamente executadas.

Já a trilha sonora, foi-me uma experiência inadequada, diferentemente da idéia de "cimento" que a professora Simone Tuzzo propõe (A música no cinema: emoção e arte), a trilha de Juventude Transviada não consegue casar bem as cenas ou adequar-se à emoção que aquela cena deveria passar. Durante a minha experiência com o filme, senti-me até incomodada.

= Desalento contemporâneo

O que torna os dois filmes tão diferentes e tão semelhantes ao mesmo tempo, para mim, é o simples fato de o espectador ser desamparado de um final, o que já era "esperado" no caso de Proibido Proibir, não eximindo o poder de desalento do longa. Entretanto, Juventude Transviada também dá ao público essa sensação de descuido com o final do filme.

Não falo de happy-end's, afinal não necessito de casais felizes para sobreviver, mas um desfecho, algo em que se apoiar depois de quase 2h sentada assistindo a um filme que não se dá ao trabalho de responder o que o mesmo propõe. Alguns vão dizer, que é isso que dá ao filme esse ar contamporâneo e até moderno. E concordo, até certo ponto. Sei que parece muita revolta, mas desamparo acaba provocando esse tipo de sentimento, pelo menos em mim.

Indico ambos os filmes! Juventude Transviada é um clássico da década de 50 que todo mundo deveria assistir, senão pra discutir o cinema da época, pelo menos pra apreciar James Dean que está muito bem no filme. Além disso, todo o elenco foi muito bem formado, e criei uma empatia muito grande pelo personagem de Sal Mineo, que atua muito bem durante todo o filme.

Quanto a Proibido Proibir, indico também. Mais pra quem gosta do gênero sócio-politizado dos filmes brasileiros do que pra quem adora uma bela comédia romântica típica de Hollywood *não que não dê pra apreciar os dois tipos, né*. Os dois filmes valem a pena e suscitam debates e dúvidas. Ficadica.

-beijoassistamecomentem;*
19 setembro, 2009 11 comentários

Despedida


Sabe, amor.

Você já deve saber o motivo desta carta. Mas, antes que, como sempre, assim como eu, crie falsas idéias e esperanças mornas, já direi que sim, estamos terminando. Não há e nunca houve nada de errado. Todo esse tempo em que estivemos juntos foi, sem dúvida, fantástico. Paixão impetuosa e avassaladora. Não há dúvidas em minha mente. Ainda sinto-me assim, devo confessar. Mas, talvez seja esse meu conflito.

Hoje sinto que nada disso mais se sustenta, e que não haverá amor no mundo suficiente para nos manter juntos. A verdade é que fomos teimosos desde o começo, brincamos com a ordem das coisas, fizemos do destino nosso joão-bobo particular. Você sabe, assim como eu tenho isso muito claro, que não fomos feitos um para o outro. Somente a nossa insistente obstinação nos fez continuar juntos ao longo desses anos. Imagine só! Quanto tempo mais poderíamos continuar nos enganando e enganando a todos sobre esse predestinamento que só existe nas mentes mais confusas e irracionais?!

É quase sádico esse amor entre nós. Sofrimento que gera a felicidade. A certeza de um amanhã inexistente que nos estimula a prosseguir... Momentos! Instantes de alegria e satisfação plena com nosso próprio ego que nos permitiu desejar mais e mais a cada dia, hora, minuto... Não que tudo tenha sido fantasia. De modo algum poderia argumentar por meio desse viés. O que tivemos foi, acima de tudo, absolutamente real, intenso e nada poderá jamais mudar isso.

A verdade de nosso relacionamento, entretanto, sempre esteve na velocidade com que conseguíamos desvencilhar-nos do futuro que estava bem ali, escancarado a nossa frente. E no qual, não poderíamos fazer parte um do outro. É verdade que amor implica abrir mão de projetos e objetivos pessoais em favor dos coletivos. Mas, convenhamos, nunca fomos assim, amor. Nunca estivemos dispostos a renunciar nossos ideiais e futuros certos. No fundo, sempre soubemos.

E o que mais fere, mas que também traz um retalho de dissimulado deleite a nós, é que sempre estivemos preparados para o fim. Isso foi nosso combustível. O que me fez lutar pelo lugar ao seu lado. O que te fez deixar sua situação de conforto para me colocar ao seu lado. Fomos corajosos demais. Lutamos por uma causa já vencida, mas defendemos nossa doce ilusão de felicidade, mesmo que esta fosse passageira.

O que fazer com esses dois jovens e teimosos corações totalmente apaixonados que provocam um ao outro e têm nisso seu real motivo de satisfação e desejo? Não digo que essa foi a decisão mais fácil a ser tomada, mas com certeza não foi a mais difícil. É como sempre nos dissemos, afinal já sabíamos que esse momento chegaria e geraria incertezas, não quanto a certeza da escolha, mas quanto a necessidade imediata de se tomar a direção que nos afastaria.

Cresci com você. Tanto aprendi sobre o outro, quanto sobre mim. Acredito que você também tenha crescido. Todavia, chegou aquele momento, que nem sei dizer, esperamos ou adiamos demais. Hora de dizer adeus. Hora de se afastar. Hora de seguirmos nossos caminhos que jamais teriam se cruzado não fosse nossa birra com o destino, com o futuro... Tenho certeza que grandes possibilidades nos esperam, cada qual a seu modo, em um amanhã próximo e exato.

Talvez, num de nossos momentos de insanidade e imprudência, quase nos arrependamos. Mas, não é isso que espero de você, ou de mim. Sinceramente, só necessito seguir em frente, assim como você. Não quero esquecê-lo. E, creio, jamais seria capaz de tão grande e impossível missão.


Contudo, estou disposta a guardá-lo, junto com o turbilhão de sensações e sentimentos que você desperta e sempre provocará em mim, em um lugar que somente eu terei acesso. Para que, quando num dia distante do presente, nos cruzarmos na rua, possa olhar bem no fundo de seus olhos castanhos e ter a certeza de que fui feliz em nossos dias. Ou melhor, de que fomos felizes.
Amo você.

Sempre sua.

Meme

Todos devem ter se assustado um pouco com o teor dessa carta, mas isso foi apenas um meme que essa louca blogueira respondeu. Fui indicada pela Fran Rodrigues, uma jornalista inspiradora e escritora de mão-cheia. A intenção é de que os indicados escrevam uma carta de rompimento com o(a) namorado(a). A Fran contou no Lente de Contato que "a idéia foi inspirada na exposição Cuide de Você, da francesa Sophie Calle, que convidou 104 mulheres para interpretarem um email de seu ex-namorado que gostaria de romper o relacionamento" dos dois. E foi por isso que fiz esse texto louco, pra combinar comigo.

As regras da brincadeira sãoa s seguintes:
1. Escrever uma carta como se você estivesse rompendo com seu (sua) namorado (a);
2. Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme (que está aí em cima);
3. Indicar cinco pessoas.

Os meu indicados também meio loucos como eu são o Túlio, a Paulinha Falcão, o , a Josie e o Rubs.

Espero que tenham gostado e, principalmente, que tenham se assustado mais ainda depois do último post. Hahaha. ;D Eu andei relapsa após a última vez, porque meu tempo estava muito corrido, sério! Mas, tenho boas idéias ou não tanto assim de novos textos para os próximos post.

-beijoesquece;*
07 setembro, 2009 17 comentários

Lógica das Paixões



Todas as imagens foram obtidas através de pesquisa no Google, nenhuma carecia de créditos, pelo menos, não imediatamente.

Hoje vou contar uma história sobre uma garota, de seus 20 e poucos anos. Quero usar o exemplo dela pra ilustrar duas lições que levam a dois caminhos totalmente distintos. Ao contrário do que ela costumava ser e transparecer, não era  uma pessoa tão fria e insensível como todos imaginavam. Mas, não era novidade pra ninguém que ela nunca havia namorado. Não estou dizendo que as pessoas encaravam isso com normalidade, mas é fato, e elas opunham-se aceitavam o fato. Contudo, em toda sua não tão longa vida,  ela já havia se apaixonado 3 vezes e cada uma delas havia sido bem diferente da outra e em fases totalmente distintas também.


A 1ª vez que aconteceu, ela tinha entre 8 e 10 anos de idade, coisinha boba de criança, mesmo. Tem gente que vai dizer que, provavelmente, ela não estava apaixonada. Do que eu discordo totalmente, já que as crianças também sentem e, como o ser humano está fadado a se sentir atraído pelo sexo oposto ou não, né, as crianças também se apaixonam. Era um coleguinha de classe. Estudaram juntos da 2ª à 4ª série, e ela sempre foi caidinha por ele.

Mas, assim como sempre acontece na infância, e temo dizer, na vida adulta também, as pessoas tendem a esconder seus sentimentos, e foi assim. Anos mais tarde, ela acabou descobrindo que ele também gostava dela e que todas aquelas perguntas nas brincadeiras de Verdade ou Consequência?! nas sextas-feira após a aula eram um modo de ele e os amigos tentarem decifrá-la. Ela chorou por nunca mais vê-lo e depois, como toda garota, ela o esqueceu.


A 2ª vez em que ela se apaixonou por alguém foi mais diferente ainda, uma espécie de amor platônico totalmente não-correspondido, já que, e ela hoje tem certeza disso, o tal garoto nem fazia idéia de que ela existia, quanto mais do nome dela. Essa paixonite também durou algum tempinho, algo que ocorreu mais ou menos entre seus 12 e 15 anos e também concordo que ela tenha se apaixonado sim, de um modo meio irracional talvez, mas que adolescente não é boba e iludida, não é?! Sempre tinha aquela sensação estranha e boa quando topavam, mas eles nunca conversaram mesmo, na verdade. Ela chorou por ele nunca a ter notado e depois, como toda garota, ela o esqueceu.

A 3ª vez em que ela se deixou apaixonar por alguém, foi ainda mais diferente. Dessa vez ela já era uma jovem amadurecida, ou pelo menos, semi-amadurecida, e a pessoa em questão, objeto de sua paixão, era alguém que ela conhecia, e com quem, pela primeira vez, ela viu a possiblidade real de acontecer alguma coisa. Ela notou desde o princípio seu encantamento e, permitiu que esse deslumbre inicial se transformasse em sentimento.



Isso aconteceu há pouco tempo, e não durou tanto quanto as outras paixões que ela teve, foi coisa de poucos meses. Dessa vez, a coisa foi um pouco mais traumática e ela descobriu que havia outra, justamente no dia em que havia decidido comunicar, por assim dizer, seus sentimentos ao tal. Eles continuam bons amigos, como sempre foram. Ela chorou quando descobriu que nunca saberia o que poderia ter acontecido entre eles e depois, como toda garota, ela o esqueceu.

A paixão é uma coisa meio irracional, mas, na minha opinião muitíssimo opcional, já que, até mesmo, as menores escolhas que fazemos, como entre sorrir ou acenar efusivamente para alguém, influem diretamente na maneira como nosso cérebro ou, no caso, coração, vai entender e interpretar aquela atitude e/ou situação. A garota da história nunca chegou a amar alguém, de fato [a não ser seus amigos e familiares]. O que também é motivo de confusão para algumas pessoas.


Amor envolve muita proximidade e intimidade. Você não ama aguém que não conhece, realmente. Você ama quem tem convívio com você e com quem você divide a vida, em si. A paixão está muito mais relacionada a instantes e sensações momentâneas. Momentos em que olhares se cruzam, ou em que sorrisos se encontram. Sensações clássicas de borboletas no estômago e de mãos frias. Quem acha que isso é amor, muito se engana.

Bom, as lições que podem ser extraídas da história dela e que eu gostaria de mostrar a vocês são duas. Antes, quero lembrar, que cada uma delas leva a um caminho totalmente diferente do outro e que, a primeira sempre será a melhor opção, mas nem sempre a mais fácil de ser executada.

1ª Lição: "Nunca deixe para depois o que você pode fazer hoje"
Se hoje em dia apaixonar-se já é tão difícil, perder a pessoa por quem se está apaixonado então, é mais difícil ainda e doloroso. Então, fale logo! Quanto antes você compartilhar aquilo com a pessoa, antes você terá uma resposta, mesmo que esta, a priori, não seja a desejada. O importante é que você terá um final, ou uma continuação. Pelo menos, não ficará se perguntando o que teria acontecido se tivesse, enfim, falado. Exponha-se, mostre um pouco de si. Isso deve e vai ajudar na sua recuperação, caso precise após uma resposta negativa, e amadurecimento.
2ª Lição: "Não se apaixone"
Não me diga que isso é impossível, pois não é. Já expliquei no começo que apaixonar-se consiste nas decisões que você toma ao longo de sua vida. É por isso que alguns se apaixonam por todos e outros por ninguém. Aprenda a se controlar e, principalmente, conheça-se! O segredo do auto-controle está em se conhecer e saber quais são suas idéias, limites e tendências. Se você tem tudo isso muito claro em sua mente, fica bem mais fácil de controlar as situações e suas conclusões, e até mesmo a entender mais o outro. Mas, como eu disse, essa é a opção dos pessimistas.

A quem interessar possa, a garota da história sou eu yeah! expondo-se mais uma vez! batam palmas pra ela. Nós autores, somos sempre o melhor exemplo a ser dado. Contradiga-me quem achar que eu estou errada.

-kissdon'tcallmenow;*
04 setembro, 2009 14 comentários

Descubra-O!



 Reflexão crítica sobre o best-seller A Cabana, de William P. Young. 
Para ler ouvindo Novo Tom! AQUI.

[Imagem tirada do site oficial de A Cabana - The Shack Book]

A mesma linha narrativa que David W. Griffith adaptou da literatura inglesa, por meio dos contos literários de Charles Dickens do século 19, para o cinema que ficou conhecido como clássico, é a que está presente até hoje e que prende milhares de leitores todos os anos aos chamados best-sellers. Esta foi uma das impressões fortes que permeou a leitura que fiz de A Cabana, de William Paul Young, que ocupou o primeiro lugar da lista dos livros mais vendidos do The New York Times. E não desmerecidamente, já que a leitura fez-se singular em toda minha experiência literária *e não digo que seja grande ou boa o suficiente* até hoje.

Contudo, não foi tal desenvoltura literária, ou a presença de uma narrativa tão saborosa e atraente que nos conduz a cada página, que voltou minha atenção para este livro, mas a possibilidade de ver algo além do que os olhos enxergam usualmente. A Cabana foi uma experiência deliciosa do início ao fim, apesar de trazer um tema ao qual já estamos acostumados a ter uma série de pré-conceitos e valores e que o tornam indiscutível, Deus. Admito que a história de Mack Allen fez-me repensar muito daquilo que eu imaginava compreender e/ou conhecer.

[Imagem retirada do OverMundo - Autoria: Saulo Schunk]
O livro narra a história de um homem que, num dado momento de extrema dificuldade emocional, devido a uma série de acontecimentos, encontra-se com o Criador, literalmente. Entretanto, diferentemente do que nos acostumamos a ouvir e/ou pensar, essa história não se pretende uma convertedora *sim! essa palavra existe. eu pesquisei* de novas almas, tampouco tenta levá-las até a igreja mais próxima. Na verdade, é uma viagem de conhecimento a Papai.

Render-se à Cabana, afinal, é uma escolha, como todas nossas atitudes são e todos os aspectos de nossas vidas implicam. No final, é como o que Griffith conseguiu fazer com que o cinema captasse da literatura: um turbilhão de dúvidas e questionamentos invadem nossa mente, fazendo-nos repensar... repensar nossos conceitos e valores; repensar a forma como encaramos Àquele que nos criou *ok, eu aceito se você não acredita. me aceite também*; e, principalmente, repensar nosso relacionamento com Ele e todos que nos cercam.

[Imagem pesquisada por meio do Google]

Faço um convite à leitura! Se você acredita ou não, leia! Se você vê Deus como um velhinho ranzinza e de barbas brancas, leia! Se você não sabe o que pensar a respeito dEle, leia! Se você ama sua religião, ou se detesta todo tipo de dogma, leia! Afinal, paradigmas foram feitos para serem quebrados. Quer saber?! Quando terminei de ler, após 4 dias de leitura insaciável *sou fanática, lembram?! devoradora de livros*, cheguei à conclusão de que não sou cristã; sou apenas filha! Descubra A Cabana!

-beijoencontre-se;*
 
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