20 junho, 2009

São Paulo: O Início

Tudo começou com a minha mochila...

Ha-ha. Okey, esse início foi só pra descontrair. Mas, realmente, tudo começou com a minha mochila. Sabe como é, enfiar tudo o que você precisa para 4 dias fora de casa em uma única mochila não é pra qualquer um, ainda mais quando a bendita insiste em armazenar tudindo. Enfim, lá fui eu com uns mil quilos de carga nas costas para a rodoviária de Goiânia de carro, é claro.

A viagem até São Paulo foi bem tranquila, ainda mais depois de tomar aquele remedinho mágico, cujo nome é Dramin. Só precisou de um, e eu fui dormindo a viagem toda. Coitada da Dana que quase não dorme em viagem, mas eu avisei, ou era dormindo ou [...] *sim, eu passo muito mal*. É claro que não dormi durante as mais de 16 horas de estrada, ainda mais quando aquele tio que parece o Leôncio do Pica-Pau começou a roncar feito um trator [Pausa para localização: Eu fico meio irritada e um tanto quando rude quando acordo com barulhos chatos].

O tio Leôncio lá roncando com a boca aberta, a minha paciência esgotada, já que nem dopada eu conseguia dormir, os copos vazios com aquele papel alumínio reluzindo como nunca... *aqueles copos de água que ficam a nossa disposição nos ônibus de viagem nunca foram tão úteis* Uma coisa levou a outra, e com a aprovação da minha companheira de viagem, comecei a empreitada do momento: tentar acertar uma bolinha de papel-alumínio dentro da boca do tio, pra ele engasgar e acordar maldades a parte, eu avisei que não fico legal quando sou impedida de dormir.

Enfim, foram uns 5 ou 6 papéis, transformados em sei-lá-quantas bolinhas. Eu quase acertei, gente. Mas, o balanço do ônibus e a minha não-tão-boa-pontaria não deixaram. Desistimos! Teríamos que partir pra outra frente de ataque. A gente aguentou aqté muito tempo, sabe. Mas, uma hora o sangue das duas supitou ao mesmo tempo. Quando percebi eu já tinha dado um murro na poltrona do indolente, e a Dana e eu falávamos ao mesmo tempo: "Vai roncar na sua casa!/Dorme com a boca fechada!". Sim! Ele levou um super-susto. E acho que não dormiu mais a viagem toda. Só sei que toda vez que tinha parada ele ficava encarando a gente por um bom tempo bem-feito, porque não vai tratar desse distúrbio.

[Lorena em frente à Estação da Luz]
O resto da viagem até São Paulo foi bem tranquilo, chegamos a Estação Tietê por volta da 13h da tarde. Andamos um pouco por lá, procurando um lugar pra comer. Logo que chegamos, avsitamos o Bob's, mas a Dana não queria comer lá, então fomos caminhar com as mochilonas nas costas. Andamos um pouco, até perce- bermos que o Bob's era a melhor opção... voltamos, sentamos, pedimos, comemos. Sinceramen- te? Eu fiquei muito cheia.

Colocamos as mochilas nas costas e fomos em direção à bilheteria do metrô, pra comprar as passagens. Fomos para a Estação da Luz, Linha Azul - direção Jabaquara, descemos na 3ª estação após a do Tietê. A Estação da Luz é grande. E a gente quase se perdeu lá. Mas, logo nos localizamos e fomos em direção à saída que levava ao Museu da Língua Portuguesa. Quão grande e decepcionante foi a nossa surpresa quando nos deparamos com uma big-escadaria para sair da estação (que escada foi aquela? nunca vi tantos degraus). Conseguimos subir até o topo, afinal.

Foi a nossa primeira visão real da cidade depois que descemos daquele ônibus, e que visão. Nos dirigimos então ao Museu, que nos esperava bem ao lado da estação. Logo que entramos fomos até a bilheteria e descobrimos que lá tinha um guarda-volumes muito especial para nossa mochilinhas (foi, literalmente, um alívio). O elevador nos aguardava para subirmos até a primeira exposição: O francês no Brasil em todos os sentidos. Particularmente, foi a que eu mais gostei. Extremamente linda. Ainda mais da maneira como tudo foi organizado e disposto naquele espaço. Foi realmente inspirador.

[Parte da exposição que mostrava o Ballet. Achei essa caixa a coisa mais linda *as bailarinas giravam como numa caixinha de música*.]

Tinha uma 2ª exposição também, que tratava do português, em si, o nome é Palavras sem Fronteiras - Mídias Convergentes. Mas, aquilo não me atraiu muito, a não ser um lugar que se chama Beco das Palavras, e que disponibiliza uma espécie de jogo virtual em que temos que unir as palavras pra saber suas origens e significados. Íamos muito bem, a Dana e eu, até que a excursão que visitava o museu aquele dia chegou ao local.
[Painel digital de bocas na exposição
sobre o francês
*divertidíssimo*.]
Decidimos nos retirar rapidamente, e não assistir ao tal filme que seria exibido no 3º andar. Após sairmos de lá, fizemos aquela paradinha básica pras fotos. Pena que a foto que tiramos dentro da Luz ficou tremida, porque lá é realmente muito lindo.

[...] Essa foi a primeira parte da nossa viagem. Confesso que escrever sobre tudo demanda tempo, e vocês preci- sariam de muitíssima paciência pra ler tudo. Então, no próximo post, mais um poquinho sobre essa aventura em São Paulo. x)

-kissicallyou;*


A segunda parte dessa história, você encontra AQUI!

12 comentários:

Valéria disse...

Adorei !
Confesso que a parte mais engraçada deste post inteiro, foi a do "ronco", sem dúvida, ri muito.Ao que parece a viagem foi ótima, como se previa.
Espero o restante desta história !
Beijos !
^^,

pequena disse...

Amiga adorei a sua narrativa rsss
quero saber tudinho sobre a sua viagem tá! bjos

Dana Malua disse...

Só a gente mesmo pra fazer um programa de índio desses XD

Hein, vê nas suas configurações se os comentários estão em "postagem abaixo encorporada"... eu queria ter te falado antes, mas o formulário não aparece no final da página.

=***

Pâm Gonçalves disse...

AUHSAIUHSIAUHAUIHAUIS
Você e a Dana vão ter muuuito pra contar ainda!

:*

*Vany* disse...

Gennnte...q tudo...kkkk eu tbm tomo Dramin p/ viajar kkk

O Tio Leoncio kkkkk só vc mesmo amiga


Poxa, q fantástico amiga!!! é isso mesmo!!!SP é uma delícia!

☆ Káh.Kau ☆ disse...

Muito legal ver a sua visão sobre sampa, pq quem mora aqui mesmo nem dá valor a cultura, aos museus e tudo que há aqui...
Bjokss Jú..boa semana

Gabiroba disse...

Eu ri bastante tentando imaginar um tiozinho parecido com o Leôncio roncando alto em um ônibus.

Péricles Carvalho disse...

uau! tenho muita vontade de conhecer essa regiao de sampa, ainda mais com uma passada em museus e exposições.

pelo visto, a trip foi em aproveitada! espero a 2da parte da história...

besos madrinha!

Thiago Hirakawa disse...

Juliana...!!!!

Você é uma comédia...!!!

Bolinha...essa foi boa...!!!

Say disse...

Poxa, vc's são más, tentar acertar bolinhas na boca do tio roncador. Nessas hrs um MP3 ia bem.

Gostei da idéia de tomar remédio p/ dormir, perfeito, pq eu mal consigo pregar os olhos na estrada, super chato isso -_-

Esperando a outra parte do texto sobre Sampa *o* Adorei essa =D

dora. disse...

como assim atirar bolinhas de papel de alumínio no coitado do mooço! hahaha. ok, eu te entendo!
noosssa! 16 horas? meenina!
espero a segunda parte!!

beeijo

Túlio Moreira Rocha disse...

“ainda mais quando aquele tio que parece o Leôncio do Pica-Pau começou a roncar feito um trator”

“já que nem dopada eu conseguia dormir”

“*bem-feito, porque não vai tratar desse distúrbio*.”

“*que escada foi aquela? nunca vi tantos degraus*”

haoehaoe

adorei a sua forma de relatar a viagem!
espero ansiosamente a segunda parte!
xD

saudade de vc, afilhada!!!

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