08 junho, 2011

Unfollow



Tem uma galeriña que gosta de revidar. Geração vingativa essa que anda navegando pelo Twitter.

Outro dia, um amigo tuitou que o unfollow é o cala boca educado. Podemos dizer que sim e não. Porque há unfollows e há unfollows. Só não acho que dá pra levar esse tipo de coisa na ofensiva, e ficar magoadinho. Com todo respeito, mas o Twitter não foi criado para membros da família restart¹. Redes sociais foram criadas para facilitar a convivência social das pessoas, mas tem gente que gosta de dificultar.

Voltando ao assunto, não vejo muito como um 'cala boca educado' (primeiro, porque cala boca nunca é educado) porque quando você dá unfollow em algum perfil é porque a opinião da pessoa não é do seu interesse, então você se retira do círculo, calado e tranquilo. A pessoa continua com a vidinha dela e seus tuítes a seu gosto, por mais que sejam irrelevantes. O problema é que a modinha é anunciar unfollow. Sim, isso que estou falando não é novidade pra ninguém (eu sei, gosto de notícia fria mesmo).

Uma vez, durante aquela besteirada do Tadeu Schmidt acabei recebendo muitos RTs de uma informação que acabou mostrando-se errada. No dia seguinte, recebi uma série de replys ofensivos, anúncios de unfollow e block, entre outras coisitas. Mesmo me retratando e pedindo desculpas pelo tuíte desinformado. Um dos rapazes, entretanto, foi o que mais me surpreendeu (e me lembrei disso há um tempinho, lendo a carta de despedida do Cardoso²), referindo-se a mim em 3ª pessoa e dizendo que pessoas como eu não deveriam alguma coisa. Não lembro com exatidão o conteúdo do twitt. Claro que eu não dei reply falando qualquer coisa a ele, seja boa ou ruim. Preferi me abster e deixar a água (e as grandes-palavras) rolar. Aliás, lembro-me de pedir desculpas a algumas pessoas diretamente.

Fico pensando que "tipo de pessoa" é esse que, aparentemente, sou. Errei em retuitar uma informação errada: obviamente. Questiono aí é a violência já essencial das pessoas. Li um artigo interessante do Alexandre Garcia, enviado pelo meu pai por email, no qual o jornalista falava sobre desarmar as mentes. As pessoas já estão tão embebidas na violência, que toda e qualquer situação é motivo para explosões e selvageria. Enquanto, a proposta do unfollow é exatamente "eu me retiro do lugar, pois não quero interferir na sua liberdade", as pessoas transformam em uma guerrinha de egos, coisa a que já estão bastante acostumadas em seus círculos de convivência social.

-beijosagradáveis;*

¹Estou usando o sentido pejorativo, então nada de letras maiúsculas. Não se sintam ofendidos. Grata, a blogueira.
² Segui o Cardoso por muito tempo, quando achei que não tinha mais graça, me retirei. Mas, não precisei xingar ninguém por causa disso - Leia Senhor das Moscas? Não, obrigado (post escrito por ele, em seu blog Contraditorium)

6 comentários:

tony disse...

A maioria das pessoas confunde o social da interação com o social mundo rosa-capa-de-caras-link-pro-site-ego / eu preci-iiiiiiii-so de atenção. Não saber conversar, comunicar, trocar, entre varias coisas que não se sabe. Não só no mundo das arrobas, por vezes parece ser feio ter um posicionamento, uma opinião (velha ou não) formada sobre seja lá o que for. Tem gente que não gosta. Tem quem gosta. E tem quem é carente e na incapacidade de ocupar-se com a própria vida, preocupa-se com a[s] do[s] outro[s] e vive a reclamar, buscar hashtags, entre outras atividades que, por quem tem mais o que fazer, não passam de um mau uso da própria vida.

Já sobre a violencia, a culpa é da cultura; começa na omissão de casa, passa pela mídia onde há alguns anos "o bonito é ser rebelde" e acaba na "alma de Felipe Neto com Rafinha Bastos" que muita gente carrega dentro de si.

Minha conta no twitter é pra trocar, conversar, inteirar, falar do que me interessa, com quem interessar-se junto. Opção minha falar, opção de seja lá quantos forem, escutar. Simples assim!

ótimos dias, bjo!

Évelin disse...

as pessoas tem que aprender com o sábio conselho do Raul Gil: " Pegue seu banquinho e saia de mansinho". Adorei a definição da proposta do unfollow.

João disse...

Eu acho que as pessoas as vezes fazem um certo drama e entram na onda do "internet: serious business", tanto de um lado quanto do outro, seja a galera que dá unfollow como se estivesse declarando guerra até a galera que leva unfollow como se estivesse apanhando da mãe na noite de natal. E acho que um bom exemplo é gente saindo do twitter como se estivesse saindo da vida. Na boa, é só uma mídia social, amigos, vamos relaxar.

Carlinha disse...

Mesmo não sabendo muito bem o que você está falando sobre o tadeu Schmidt, esse negocio de Unfollow é algo normal nessa nova vida on line... ainda mais com tanta gente sem conteudo na net... mas sobre os que te deram Unfollow quem perderam foram eles!!
beijoo, jornalista

ps: é bom voltar a vir aqui semanalmente!! =D

Lorena Dana disse...

Nessa semana levei um unfollow tão maldoso... Ainda bem que não sou vingativa hehehehe

Karol disse...

sinceramente? já to é cansada dessa supervalorizacao do twitter...

bjooos

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