18 fevereiro, 2010

Meu conto 1


Feriado de carnaval é ótimo! Não, eu não viajo e muito menos caio na folia. Bom, não do jeito convencional que os brasileirinhos gostam de fazer. É que todos os anos tem Congresso na Sara Nossa Terra, igreja que frequento e é sempre ótimo, diga-se de passagem. Já é tão tradicional, que todos sabem que tem o Arena Festival, vulgo Show de Talentos, e no último dia, uma festa pra fechar tudo com chave de ouro. Esse ano, pra mim, foi ainda mais especial.


Passei o feriadão com uma boa parte dos bons amigos que tenho e isso foi realmente divertidíssimo. Devo ter perdido uns 2 kg de tanto rir. Além disso, acabamos apresentando, duas amigas e eu, no festival e para a nossa surpresa, ganhamos. A apresentação foi bem legal. É muito maravilhoso você se sentir um canal da benção de Deus, sério. Ver pessoas se encantarem e de fato, serem tocadas pelo Espírito enquanto é você ali na frente.

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." (Gálatas 2: 20)

É maravilhoso sentir isto ser consumado na sua vida! #obrigadaDeus

Quando colocarem o vídeo no YouTube, juro que linko aqui. Estou devendo isso pra algumas amigas-blogueiras há tempos. hihihihi Daí, na terça teve a festa que neste ano foi de máscaras. Como sempre, pouquíssimas pessoas seguiram o script, e não se viu muitos mascarados lá. Eu mesma, coloquei um óculos redodinho estilo John Lennon. hahahaha Ficou divertido e isso me rendeu uma história engraçada. Parece piada, sério:

"- Posso tirar uma foto sua?
- QQQ. Por quê? Oo
- Porque você está muito moderna com esse óculos!"

Ria a vontade!

Algum dia eu vou fazer um post só com os foras bonitos que eu passei nos atrevidos e malucos que insistem em vir com nhe-neh-nhé pro meu lado. Enfim... Dancei muito e o melhor de tudo, como sempre, foi o final da festa. Muitas risadas nos seguraram ainda no estacionamento por mais uma hora. Foi divertido.

Literatura

Quem me acompanha pelo Twitter, sabe muito bem das minhas tardes entediantes no estágio, quando nenhuma universidade quer soltar uma mísera notinha sobre os vestibulares. Com isso, na semana passada *ou será retrasada?!* comecei a escrever um conto. Uma história fantástica sobre um rapaz desatento. Não vou estragar a história. Aqui, você escontram a primeira parte da história. Como é um pouco longa, reservei a íntegra para o blog-portifólio, é só clicar em "leia mais" logo abaixo e você poderá conferir a história completa, caso chame a atenção. Com esse conto, dou start na minha veia de escritora *assim espero*.

Um brilho a mais

Ele descia vagarosamente a rua. Enquanto caminhava, repassava em sua memória todos os detalhes daquela noite inacreditável ao lado de sua idolatrada noiva. Era a primeira vez que o convidavam para um jantar em família, como o futuro sogro enfatizara com satisfação. Pedro era um sonho. O genro que toda mãe pede a Deus e que Isabel havia tido a grande sorte de encontrar em uma feira de livros usados tempos atrás.

Agora ele percorria a alameda que circundava a quadra em que a família de Isabel morava. Uma bela vizinhança, pensava ele. Quando chegava a esquina oposta à casa da família, viu de relance um pouco mais à frente um vulto esfumaçado que logo se dissipou no ar. Pedro, entretanto, não deu atenção àquilo, as estrelas é que ocupavam seu pensamento naquele momento.

Aquelas luzes perfeitas salpicavam o céu negro de maneira encantadora e hipnotizante. Nenhuma nuvem cobria a imensidão acima de sua cabeça e a lua sequer tinha colocado a cara para fora. A noite estava iluminada por milhares de pequenos pontinhos de diamante que Pedro desejava alcançar. A luz dos pequenos pontos piscava num ritmo, Pedro passou a notar. Uma melodia feita de luz e luz. Impenetrável e enigmática.

Caminhando com as mãos sob a cabeça, como que deitado sobre os braços cruzados atrás da nuca, Pedro foi retirado de seu devaneio por uma vozinha esganiçada ao chegar à outra esquina da pequena rua que realizava o encontro entre a curvilínea alameda e a avenida principal, onde ele pegaria a última lotação.

– Realmente, estão lindas.

Pedro parou de repente e olhou bem para aquele monte de panos velhos que se amontoavam num formato semelhante a uma pessoa. Olhou mais atentamente, pensando se não teria falado alto o que lhe vinha à mente e, aturdido pela beleza da noite, confundira-se com sua própria voz.

Todavia, os trapos mexeram-se e fizeram com que Pedro recuasse um pouco. Lá estava um velho mendigo, sujo e maltrapilho. Sentado. Olhando diretamente para ele. Com um sorriso amarelecido e melancólico, o velho ergueu seus olhos pequenos para Pedro, que observava atentamente aquele homem desajeitado.

– Lembro-me bem da última vez que elas brilharam como pequenos diamantes, Pedro. Foi, de fato, uma noite singular.

Pedro, agora além de confuso com a presença inesperada do homem, estava assustado. Pensara que fosse apenas um velho que lhe pediria algumas moedinhas para o trago diário. Mas, ele o chamara pelo nome e proferira palavras que Pedro não conseguia compreender.

– Como você sabe meu nome? – Pedro soltou as palavras com assombro em sua voz.

1 comentários:

Bruno Rodrigues disse...

Realmente o congresso foi maravilhoso... agora é esperar pelo da semana santa...rsrsrs... Muito bom post e muito boa a do carinha da foto...rsrsrs(O.o)
Beijosss...

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