11 novembro, 2008

Desista



Ela estava com um sono arrebatador, e miraculosamente havia conseguido um lugarzinho naquele que deveria ser o local de descanso. Estavam todos tão inertes em seus sonhos. Todos imobilizados pelo repouso diário. Ela não costumava se dirigir àquele local, mas era caso de vida ou morte. As pálpebras lhe caiam como um peso, e seu corpo pedia sossego. Por sorte teria um tempinho entre uma aula e outra, e assim poderia tirar uma horinha de sono bem-dormido. Mal deitou e fechou maciamente seus olhos, gritos inundaram a sala. Ela deu um pulo no sofá empoeirado e envelhecido. Olhou em volta, e viu que aquele grupinho barulhento acaba de entrar. Desistiu. Levantou-se, colocou a mochila nas costas e se foi ler um livro qualquer. Ganharia muito mais lendo do que desejando a morte daqueles seres odiosos. Não adiantaria nada tentar dormir. Eles nunca ficariam calados.

3 comentários:

túlio. disse...

hehehe

Também acho que a felicidade é delicada, e talvez a gente passe a vida inteira esperando ela escancarar a porta, sendo que o tempo todo ela estava entrando discretamente, por qualquer fresta ou janela aberta...

PS.: sobre o "Desista", acho que conheço esse lugar!!!!

e afilhada, nenhuma filosofia é totalmente barata!!

;)

Dana Malua disse...

Juh, vc anda tão filosófica =D
Então... eu já desisti de qualquer possibilidade de descanso naquela faculdade u____u
Povo idiota!

Péricles Carvalho disse...

a felicidade é algo muito complicado. A verdade é que sempre a buscamos, nunca a temos pleamente, apesar de jurarmos sermos felizes

(...)

pegar uma mochila cm livros e sonhos e deixar pra lá as vozes obscuras e atormentadoras pode ser a melhor saída. Talvez a sós encontremos a resposta que procuramos...
bjao madrinha

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